250 anos de Goethe

 Aos meus queridos alunos dos 2os. anos do ensino médio, do Colégio Estadual Unidade Polo, de Jandaia do Sul , Paraná, dedico este post:

O romance mais famoso da literatura alemã, “Os sofrimentos do Jovem Werther”, de Goethe. Considerado o primeiro romance romântico da literatura e precursor das idéias ultra-românticas. É a história (contada em cartas) de uma paixão cujo limite é a própria morte. É a negação de um homem em relação à sociedade e ao mundo despido dos valores emocionais. Quando de seu lançamento em 1774, esta obra-prima gerou uma onda de suicídios entre os jovens que se identificavam com o destino trágico de Werther.

Ao escrever Os Sofrimentos do Jovem Werther, Goethe produziu uma obra de arte a que deu, como conteúdo, as suas próprias aflições e seus tormentos, os seus próprios estados de alma, procedendo como todo poeta lírico que, ao procurar aliviar o coração, exprime aquilo de que é afetado enquanto sujeito. Graças a isso, o que era interior imobilidade acha-se livre e transforma-se num objeto exterior de que a pessoa se libertou. Do mesmo modo as lágrimas servem de derivativo à dor do que, por assim dizer, se esvai através delas. Como ele mesmo o disse, Goethe escreveu o Werther para se libertar da angústia íntima, e conseguiu-o.

Em tais situações líricas, pode refletir-se, por um lado, um estado objetivo, uma atividade referenciada ao mundo exterior, e, por outro lado, um estado da alma que, desligando-se de tudo o que é exterior, regressa a si mesma e torna-se o ponto de partida de estados internos e de sentimentos profundos.

Citações ultra-românticas da obra:

·     “A vida humana não passa de um sonho.”

·     “Concentro-me e encontro um mundo em mim mesmo!”

·     “Por que é que aquilo que faz a felicidade do homem acaba sendo, igualmente, a fonte de suas desgraças?”

·     “Pobre homem insensato, que julgas todas as coisas pequenas, por que és, também, tão pequeno?” 

    “Adeus! Só vejo um fim a esses tormentos:o túmulo.”

·     Não há tesouro comparável à paz de espírito e a estar a gente satisfeito consigo próprio! Ali! meu caro amigo, se esta alegria não fosse tão fugaz quanto é bela e preciosa!”

·     “Queria que alguém ousasse repetir-me tudo isso para atravessar-lhe a minha espada de lado a lado, – porque só o sangue poderá acalmar-me. Oh! cem vezes já peguei do punhal para livrar meu coração do peso que o esmaga.

  “Tenho medo de mim mesmo!”

  “É preciso que um de nós três desapareça, e sou eu quem deve desaparecer.”

  “Deus sabe quantas são as ocasiões em que me deito na cama com o desejo, e às vezes a esperança, de não tornar a acordar. E de manhã abro os olhos, revejo o sol e me sinto miserável.”

 

2 Respostas

  1. prof…
    eu li esse livro…
    nossa.. “sem palavras!!!”
    é muito lindo… e trágico *pena!!

  2. Que bom, Eleonai! Gostaria que todos meus alunos fossem igual a você.
    Beijos.

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